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Política

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Greve nas federais: Lula recebe reitores e anuncia R$ 5bi em investimentos

Por Blog do Elias Hacker 10/06/2024 às 14:07:27

O presidente Luiz In√°cio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta segunda-feira (10), no Pal√°cio do Planalto, com reitores de universidades e institutos federais. O governo preparou o anúncio de investimentos nas instituições.

O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que serão R$ 5,5 bilhões em investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para universidades e hospitais universit√°rios.

R$ 3,17 bilhões na consolidação de estruturas;
R$ 600 milhões para expansão;
R$ 1,75 bilhões para hospitais universit√°rios.

A consolidação, conforme Camilo, prev√™ investimento em sala de aula, laboratórios, auditórios bibliotecas, refeitórios, moradias, centros de conviv√™ncia. Os recursos contemplam 223 novas obras, 20 em andamento e 95 retomadas.

A expansão trata de 10 novos campi vinculados a universidades j√° existentes nas cinco regiões do país.

As cidades dos novos campi de universidades federais são:

1. São Gabriel da Cachoeira (AM)

2. Cidade Ocidental (GO)

3. Rurópolis (PA)

4. Baturité (CE)

5. Sertânia (PE)

6. Estância (SE)

7. Jequié (BA)

8. Ipatinga (MG)

9. São José do Rio Preto (SP)

10.Caxias do Sul (RS)

Nos hospitais, Camilo informou que serão 37 obras em 31 hospitais para ensino e atendimento à população.

Ainda de acordo com o governo, haver√° recurso para oito novos hospitais universit√°rios. Eles serão nas seguintes instituições:

1. Universidade Federal de Pelotas (RS)

2. Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)

3. Universidade Federal do Acre (AC)

4. Universidade Federal de Roraima (RR)

5. Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ)

6. Universidade Federal de Lavras (MG)

7. Universidade Federal de São Paulo (SP)

8. Universidade Federal do Cariri (CE)

Além dos R$ 5,5 bilhões, Camilo anunciou o acréscimo de R$ 400 milhões para custeio de universidade (R$ 279,2 milhões) e institutos federais (R$ 120,7 milhões).

O ministério disse que o orçamento das universidades, em 2024, após a recomposição, ser√° de R$ 6,38 bilhões. Nos institutos federais, o orçamento ficar√° em R$ 2,72 bilhões.

"A proposta que o governo est√° fazendo é que, amanhã ter√° reunião, que se for aceito, mais R$ 10 bilhões até 2026, mais R$ 10 bilhões no orçamento das universidades", disse Camilo.
Reitora da Universidade de Brasília (UnB) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), M√°rcia Abrahão, destacou que os sal√°rios de professores e servidores estão "defasados" e disse esperar um acordo entre governo e sindicatos nesta semana.

"São trabalhadoras e trabalhadores essenciais para darmos conta de todos os desafios do país e que possuem remunerações muito defasadas, como o senhor [Lula] bem sabe, ainda mais quando comparamos com carreiras que tiveram reajuste recentemente. H√° técnicos que chegam a ganhar menos de um sal√°rio mínimo. Esperamos que essa semana governo e sindicatos cheguem a situação negociada, pacificando a situação", disse M√°rcia.

Presidente do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e reitor do Instituto Federal Goiano, Elias Monteiro fez um apelo para um acordo que encerre a greve (leia mais abaixo).

"Suplicamos para que avance nas negociações para o fim da greve. Movimento legítimo e justo mas que j√° gera reflexo com aumento da evasão escolar e prejuízo do cumprimento do calend√°rio acad√™mico", afirmou.

Greve na educação
O encontro foi realizado em meio à greve dos professores e servidores da educação superior, que reivindicam reestruturação de carreira, recomposição salarial e orçament√°ria, e revogação de normas aprovadas nos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

As greves começaram a partir de abril e com diferentes categorias. Em algumas instituições, professores e técnicos-administrativos aderiram à greve. Em outros casos, apenas os professores ou técnicos estão paralisados.

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), aponta uma defasagem de 22,71% no sal√°rio dos professores, acumulada desde 2016.

Lula, que começou a carreira política como líder sindical em São Paulo, j√° declarou que ninguém ser√° punido por causa da greve. O presidente se elegeu para o terceiro mandato com discurso de valorização do ensino público.

Antes do anúncio desta segunda, o governo j√° tinha divulgado o plano de criar 100 novos campi de institutos federais, que oferecem cursos técnicos e de graduação e pós-graduação.

Nos últimos meses, o governo discutiu ações do PAC para realização de obras nas universidades, cujos reitores defendem o aumento do repasse de recursos para o orçamento das instituições. O ensino nas universidades federais é gratuito.

Divisão entre os sindicatos
As negociações para encerrar a greve expuseram a divisão entre os sindicatos. O governo assinou um acordo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino B√°sico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação).

A proposta, contudo, não foi aceita pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação B√°sica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

O acordo previa a reestruturação da carreira docente, reajuste de sal√°rio de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. O governo tem argumentado que não h√° espaço nas contas públicas para reajustar os sal√°rios ainda em 2024.

A expectativa no governo é de que os anúncios de investimentos nas universidades e institutos federais acelerem o fim das paralisações.

Fonte: agoranoticiasbrasil.com.br

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