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Como Maduro está sabotando o direito de voto dos venezuelanos

Por Blog do Elias Hacker 11/07/2024 às 14:37:00

O governo de Nicolás Maduro impôs regras rigorosas que tornam o registro para votar quase impossível para milhões de venezuelanos que vivem no exterior.

As táticas do governo equivalem a uma fraude eleitoral em grande escala, uma vez que até 25% dos eleitores da Venezuela vivem fora do país – e obviamente não votariam nele, uma vez que saíram do país justamente para fugir da opressão e da miséria provocada pela dita revolução bolivariana.

De um total de 21 milhões de eleitores, entre 3,5 milhões e 5,5 milhões de venezuelanos votantes vivem fora do país. Desses, apenas 69 mil conseguiram registros para votar.

Violação de direitos
"Eles estão intencionalmente privando as pessoas de seus direitos", disse Fernanda Buril, vice-diretora da Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais, uma organização que promove a democracia. "É uma violação completa de todos os padrões de integridade eleitoral."

Nos consulados venezuelanos em vários países, centenas de cidadãos esperam dia após dia em longas filas, enfrentando atrasos inexplicáveis, instruções confusas e exigências inesperadas de funcionários despreocupados, de acordo com venezuelanos entrevistados na Argentina, Chile, Colômbia e Espanha.

O governo venezuelano está aplicando rigorosamente regras para tornar mais difícil o registro. A tática mais comum é o uso de uma lei que exige que cidadãos no exterior possuam "residência" ou "permanência legal" no país onde vivem. No ciclo eleitoral atual, a regra tem sido usada para rejeitar muitas formas de identificação – incluindo vistos, que eram aceitos no passado.

Empecilhos
Na Colômbia, cerca de dois milhões de venezuelanos têm status de proteção temporária, mas a Venezuela não aceita esse status como prova de residência. Para venezuelanos no Uruguai, o governo venezuelano exige um cartão de identificação uruguaio de quatro anos, embora o Uruguai não emita tais cartões para residentes legais estrangeiros com validade superior a três anos.

Em países que romperam relações diplomáticas com o governo de Maduro, como os Estados Unidos, os venezuelanos não têm como se registrar para votar.

Fonte: agoranoticiasbrasil.com.br

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