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Amazon e Mercado Livre processam Anatel na disputa sobre celulares piratas. Saiba mais

Por Blog do Elias Hacker 09/07/2024 às 07:21:05

Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomou uma decisão que promete alterar significativamente a dinâmica do mercado de celulares no Brasil. No dia 21 de junho, a agência determinou que apenas equipamentos homologados poderiam ser comercializados em plataformas de e-commerce, implementando também a obrigatoriedade de exibição dos códigos de certificação nos anúncios dos produtos.

Esta medida, que visa combater a venda de aparelhos não autorizados, conhecidos popularmente como "celulares piratas", gerou reações distintas entre gigantes do varejo online. Enquanto a Amazon obtecu uma decisão judicial favorável para continuar suas atividades, o Mercado Livre enfrentou um revés ao ter seu pedido de liminar negado.

Por que a Anatel Implementou Essas Restrições?

A iniciativa da Anatel segue após um estudo revelar números alarmantes relacionados à venda de celulares irregulares através de grandes e-commerces. Segundo o levantamento, mais da metade dos celulares anunciados na Amazon eram falsificados, e quase metade no Mercado Livre seguia pelo mesmo caminho. Esses números demostram não apenas uma questão de non-conformidade com as normas estabelecidas, mas também expõem os consumidores a riscos, visto que produtos não certificados podem não atender aos requisitos mínimos de segurança.

Qual o Impacto das Decisões Judiciais?
Após a publicação do despacho da Anatel, a Amazon rapidamente mobilizou-se nos tribunais e conseguiu uma liminar que impediu a aplicação das penalidades previstas, como multas e possíveis suspensões. No comunicado da 17ª Vara Cível Federal de São Paulo, foi determinado que a Anatel se abstivesse de aplicar qualquer medida punitiva contra a empresa, até que o processo seja julgado definitivamente.

Por outro lado, o Mercado Livre não teve a mesma sorte. A falta de uma decisão favorável não altera, porém, o compromisso da plataforma em oferecer produtos seguros e conformes, como destacado em seu programa de Proteção de Marcas e no Acordo de Cooperação (CAP), que visa intensificar o controle sobre os produtos comercializados.

Como as Empresas Estão Reagindo?
Apesar dos desafios impostos pela nova regulamentação, as plataformas de e-commerce estão se adaptando para cumprir as determinações e evitar penalidades. Segundo declarações recentes, essas empresas estão aprimorando seus sistemas de verificação de anúncios e reforçando as políticas de segurança, o que inclui a exclusão de anúncios irregulares e, em certos casos, até mesmo a banimento definitivo dos vendedores infratores.

A espera das decisões judiciais e a resposta das plataformas indicam um caminho de intensa fiscalização e adaptação às novas regras de comercialização de celulares. Este cenário não apenas redefine as responsabilidades dos varejistas online mas também ressalta a importância da conformidade com as regulamentações para a segurança do consumidor. Com a vigilância constante e o cumprimento rigoroso das normas, espera-se que apenas produtos certificados e seguros cheguem às mãos dos consumidores brasileiros.

Fonte: agoranoticiasbrasil.com.br/

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