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Idade foi um dos motivos para liberdade de Valdemar; entenda

Por Blog do Elias Hacker 11/02/2024 às 08:08:28

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou soltar o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O dirigente passou por audiĂȘncia de custódia na SuperintendĂȘncia Regional da Polícia Federal, no Distrito Federal, nesta sexta-feira (9).

O político, condenado no mensalão, foi preso na quinta-feira (8), depois de policiais federais encontrarem uma arma de fogo com posse supostamente irregular em sua casa durante buscas da operação da PF. Os federais encontraram também uma pepita de ouro que, segundo a primeira perícia da PF, tem origem em garimpo.

Segundo Moraes, "algumas circunstĂąncias específicas devem ser analisadas, uma vez que o investigado é idoso, tendo 74 (setenta e quatro) anos, e não teria cometido os crimes com violĂȘncia ou grave ameaça, tendo sido os objetos encontrados dentro de sua residĂȘncia, no momento do cumprimento de mandado de busca e apreensão".

A defesa de Costa Neto afirmou que a posse de pedra "não configura delito, segundo a própria jurisprudĂȘncia". Além disso, em nota, também apontou que a arma é registrada, tem uso permitido, pertence a um parente próximo e foi esquecida hĂĄ vĂĄrios anos no apartamento dele.

Valdemar entrou na mira da Polícia Federal porque, segundo os investigadores, usou dinheiro do Partido Liberal para reforçar a falsa narrativa de fraude nas urnas e, com isso, tentar legitimar as manifestações de apoiadores de Bolsonaro que começavam a se espalhar próximo a instalações das Forças Armadas, após o segundo turno das eleições de 2022. Segundo a PF, o partido foi "instrumentalizado".

O ponto alto da estratégia foi a ação movida pelo partido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar anular os votos de 279,3 mil urnas eletrônicas alegando que houve "mau funcionamento" do sistema. O partido foi multado por "mĂĄ-fé".

Após o segundo turno, o PL pediu uma "verificação extraordinĂĄria" das urnas usadas na eleição. O partido afirmou, sem provas, que houve "quebra de confiabilidade dos dados extraídos" de parte dos aparelhos. A versão era a de que Bolsonaro teve 51,05% dos votos no segundo turno e venceu a disputa contra o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva (PT). O suposto problema, segundo a ação, estaria nos modelos de urna lançados antes de 2020, que tĂȘm um número de série único.


Fonte: Pleno News

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